ENFERMAGEM HOJE

Espaço destinado a publicação de Assuntos pertinentes ao Exercício Profissional da Enfermagem e de tópicos de interesse a esta PROFISSÃO

terça-feira, outubro 03, 2006

Enfermeiro...

O que é o Ser Enfermeiro?
Segundo o dicionário disponível na internet Priberam; enfermeiro é: s. m.,
homem que trata de doentes em hospitais ou nos domicílios.
Hoje, em nossos tempos, fica muito difícil a definição do termo e da atuação...
Somos milhares de homens e mulheres, com afinidades em comum, que é assistir o ser humano, em todas as etapas de sua vivência. Desde a concepção, até a morte.
Por mais que as profissões da grande área da saúde, e às vezes nós mesmos, tentem denegrir, diminuir, obscurecer, etc., pois são diversos os adjetivos que os "Doutores" usam para nos definir. Mas ser Enfermeiro é ser muito mais do que isto! É suportar carga horária de trabalho tripla, conviver com a má remuneração, com o deboche, com os Semi- Deuses da Medicina, os Doutores da Fisioterapia, os analistas das Análises Clínicas, os Mestres -cuca da Nutrição, os Tiradentes - mártires Dentistas, sem falar nos discípulos de Freud. Mas não creio que estes sejam os nossos piores inimigos...
Os piores somos NÓS MESMOS...
O pior inimigo de Enfermagem e dos Enfermeiros, são os próprios Enfermeiros. Não conseguimos nos unir como classe, pois somos desunidos. A união não acontece nem para reivindicação salarial, por melhores condições de trabalho, para o exercício dígno de uma profissão que é o âmago de todo o cuidado dirigido ao ser humano. Podem falar o que quiserem, mas ninguém entende mais do ser humano, do que nós. Não o todo, as outras porfissões, entendem em partes, dicotomiza o Homem.
Enquanto não nos respeitarmos como Profissão, como profissionais, como conhecedores do bem mais precioso que todos têm, não seremos reconhecidos, e não seremos merecedores do respeito do próximo, seja ele quem for...

sexta-feira, setembro 15, 2006

Caros amigos,
Este artigo está postado em um link do portal médico, home page do conselho federal de medicina, que faz apologia à aprovação do ato médico- SITE DO ATO MÉDICO-

que de uma forma leviana denigre a imagem dos profissionais da saúde, por defenderem o exercício profissional autônomo e livre de correntes que nos aprisionariam ao profissional médico. Continuemos nossa luta de repúdio ao PLS-25.
Esta "ilustração" de atendimento, poderia ser revertida, pois quantos de nós não tem histórias a respeito dos ilustríssimos doutores do saber, que são irresponsáveis, incompetentes, imprudentes, negligentes, dinheiristas e por aí vai...
Lembro de uma situação que o médico estava dando a notícia do óbito para o marido, mas a mulher do indivíduo ainda estava viva... coisas de médico!!!

D. Maria, gestante brasileira
Autor desconhecido - -
Publicado no(a): - Em: 23/06/2006

Maria das Dores Silva, 35 anos, divorciada, empregada doméstica, grávida de 8 meses, queixou-se de dor lombar no meio da madrugada. Procurou o pronto-socorro onde foi atendida por uma assistente social pós-graduada em assistência hospitalar, que colheu sua história cuidadosamente e, percebendo tratar-se de uma gestante, encaminhou a paciente prontamente para o serviço de obstetrícia. Lá chegando, foi avaliada por uma gentil enfermeira especialista em obstetrícia. De forma muito prudente, leu com muita atenção o relatório social da sua colega de equipe multiprofissional, realizou um exame ginecológico completo e solicitou um exame laboratorial. O farmacêutico responsável compareceu prontamente e, durante a coleta do sangue, ouviu as queixas da paciente. Pareceu-lhe, pelos seus conhecimentos de medicina tradicional chinesa, que se tratava de uma estagnação do Xue de Gan. Aproveitou e aplicou algumas agulhas de acupuntura enquanto o sangue era analisado. Enquanto Dona Maria aguardava pelo resultado dos exames, um fisioterapeuta passou pelo leito onde estava a paciente. Ficou perplexo e perguntou a Dona Maria quem lhe aplicara acupuntura, pois o fisioterapeuta do hospital era ele e, dessa forma, as lombalgias deveriam ser encaminhadas a ele e a ninguém mais. Dona Maria respondeu que fora um dos doutores que atendiam no hospital, mas não saberia especificar o nome. O fisioterapeuta retirou imediatamente as agulhas, examinou detalhadamente a paciente e percebeu que a causa da lombalgia era, na verdade, uma rotação anômala de uma vértebra lombar. Utilizando técnicas de osteopatia, matéria esta na qual era especialista, reposicionou a referida vértebra e instalou um tens para analgesia adicional da paciente. Encontrou com a psicóloga no corredor do hospital e comentou o caso indignado. A psicóloga não pôde deixar de ver pessoalmente a paciente. Ficou preocupada se aquele episódio teria causado algum transtorno psíquico na gestante. Além do mais, acreditava que talvez a paciente estivesse atravessando algum conflito familiar ou tivesse algum complexo recalcado em sua infância. Conversou com Dona Maria e, numa meticulosa avaliação inicial, concluiu que ela tinha sofrido uma grave frustração em sua fase anal, motivo pelo qual estava somatizando suas queixas em direção ao aparelho gênito-urinário. Retirou as placas de tens e fez uma regressão na paciente, que confirmou que esta fora ridicularizada pela mãe quando criança num episódio quando fizera cocô nas calças. Vestido em seu engomado jaleco branco, o terapeuta holístico de plantão (especialista em naturopatia, psicanálise, reflexologia e reiki) verificou que muitas das queixas da paciente, na verdade, estavam relacionadas a deficiências na sua constituição energética. Fez imposição das mãos por alguns minutos e pingou umas gotas de Florais de Bach sobre sua língua. Prontos os exames laboratoriais, nossa prestimosa enfermeira obstetra, já com luvas calçadas para realizar outro toque e verificar se havia dilatação do colo do útero, encontrou Dona Maria em parada cardíaca. Chamou rapidamente a fonoaudióloga que tinha feito um curso de primeiros socorros e, apesar de todos os esforços, concluíram que infelizmente a Dona Maria tinha falecido. Encaminharam o corpo ao biomédico para análise do caso. Este, muito comprometido com a multiprofissionalidade de sua equipe, tratou de valorizar cada diagnóstico realizado e preencheu a declaração de óbito com as seguintes causas-mortis: cadáver falecido por 1) condições socioeconômicas deficientes; 2) gestação no oitavo mês; 3) estagnação de Xue de Gan; 4) rotação anômala de vértebra lombar; 5) trauma emocional ocorrido na fase anal; 6) desequilíbrio global da constituição bioenergética. Consternada, mas com a sensação de dever cumprido, a equipe dá a notícia para a família e leva a declaração de óbito à secretaria do hospital. Chegando lá, são informados de que pelo menos para a assinatura da declaração de óbito é necessária a presença de um médico (exceto quando absolutamente não existe nenhum, quando qualquer pessoa alfabetizada pode fazê-lo). Telefonaram para o médico patologista pedindo que este voltasse ao hospital. Muito cansado, pois neste dia tinha trabalhado mais em suas necrópsias que o pediatra, o profissional retoma ao hospital. Aberta a cavidade abdominal, acrescentou ao relatório da equipe o diagnóstico de ruptura de aorta abdominal. Questionado pela família se houvera erro médico por parte da equipe, serenamente disse que não, pois a paciente sequer fora atendida por um médico. Além disso, dentro de suas áreas de atuação, a equipe estava de parabéns, pois todos os diagnósticos estavam corretos, exceto pelo fato de que não fora nenhum daqueles que a tinha levado ao óbito. Quem é a Dona Maria? Pode ser minha esposa, ou a sua filha dentro de alguns anos, após a rejeição da lei do ato médico. Escrito por autor desconhecido e divulgado por Paulo Maurício Piá de Andrade, médico cardiologista em Curitiba (PR)

segunda-feira, agosto 07, 2006

Lei 7498/86


LEI N 7.498/86

Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências

O presidente da República.

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - É livre o exercício da Enfermagem em todo o território nacional, observadas as disposições desta Lei.

Art. 2º - A Enfermagem e suas atividades Auxiliares somente podem ser exercidas por pessoas legalmente habilitadas e inscritas no Conselho Regional de Enfermagem com jurisdição na área onde ocorre o exercício.

Parágrafo único - A Enfermagem é exercida privativamente pelo Enfermeiro, pelo Técnico de Enfermagem, pelo Auxiliar de Enfermagem e pela Parteira, respeitados os respectivos graus de habilitação.

Art. 3º - O planejamento e a programação das instituições e serviços de saúde incluem planejamento e programação de Enfermagem.

Art. 4º - A programação de Enfermagem inclui a prescrição da assistência de Enfermagem.

Art. 5º - (vetado)

§ 1º - (vetado)

§ 2º - (vetado)

Art. 6º - São enfermeiros:

I - o titular do diploma de enfermeiro conferido por instituição de ensino, nos termos da lei;

II - o titular do diploma ou certificado de obstetriz ou de enfermeira obstétrica, conferidos nos termos da lei;

III - o titular do diploma ou certificado de Enfermeira e a titular do diploma ou certificado de Enfermeira Obstétrica ou de Obstetriz, ou equivalente, conferido por escola estrangeira segundo as leis do país, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Enfermeiro, de Enfermeira Obstétrica ou de Obstetriz;

IV - aqueles que, não abrangidos pelos incisos anteriores, obtiverem título de Enfermeiro conforme o disposto na alínea d do Art. 3º. do Decreto nº 50.387, de 28 de março de 1961.

Art. 7º. São técnicos de Enfermagem:

I - o titular do diploma ou do certificado de Técnico de Enfermagem, expedido de acordo com a legislação e registrado pelo órgão competente;

II - o titular do diploma ou do certificado legalmente conferido por escola ou curso estrangeiro, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Técnico de Enfermagem.

Art. 8º - São Auxiliares de Enfermagem:

I - o titular do certificado de Auxiliar de Enfermagem conferido por instituição de ensino, nos termos da Lei e registrado no órgão competente;

II - o titular do diploma a que se refere a Lei nº 2.822, de 14 de junho de 1956;

III - o titular do diploma ou certificado a que se refere o inciso III do Art. 2º. da Lei nº 2.604, de 17 de setembro de 1955, expedido até a publicação da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961;

IV - o titular de certificado de Enfermeiro Prático ou Prático de Enfermagem, expedido até 1964 pelo Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia, do Ministério da Saúde, ou por órgão congênere da Secretaria de Saúde nas Unidades da Federação, nos termos do Decreto-lei nº 23.774, de 22 de janeiro de 1934, do Decreto-lei nº 8.778, de 22 de janeiro de 1946, e da Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959;

V - o pessoal enquadrado como Auxiliar de Enfermagem, nos termos do Decreto-lei nº 299, de 28 de fevereiro de 1967;

VI - o titular do diploma ou certificado conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do país, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como certificado de Auxiliar de Enfermagem.

Art. 9º - São Parteiras:

I - a titular de certificado previsto no Art. 1º do Decreto-lei nº 8.778, de 22 de janeiro de 1946, observado o disposto na Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959;

II - a titular do diploma ou certificado de Parteira, ou equivalente, conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do país, registrado em virtude de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil, até 2 (dois) anos após a publicação desta Lei, como certificado de Parteira.

Art. 10 - (vetado)

Art. 11 - O Enfermeiro exerce todas as atividades de Enfermagem, cabendo-lhe:

I - privativamente:

a) direção do órgão de Enfermagem integrante da estrutura básica da instituição de saúde, pública ou privada, e chefia de serviço e de unidade de Enfermagem;

b) organização e direção dos serviços de Enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços;

c) planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços de assistência de Enfermagem;

d) - (vetado)

e) - (vetado)

f) - (vetado)

g) - (vetado)

h) consultoria, auditoria e emissão de parecer sobre matéria de Enfermagem;

i) consulta de Enfermagem;

j) prescrição da assistência de Enfermagem;

l) cuidados diretos de Enfermagem a pacientes graves com risco de vida;

m) cuidados de Enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas;

II - como integrante da equipe de saúde:

a) participação no planejamento, execução e avaliação da programação de saúde;

b) participação na elaboração, execução e avaliação dos planos assistenciais de saúde;

c) prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde;

d) participação em projetos de construção ou reforma de unidades de internação;

e) prevenção e controle sistemática de infecção hospitalar e de doenças transmissíveis em geral;

f) prevenção e controle sistemático de danos que possam ser causados à clientela durante a assistência

de Enfermagem;

g) assistência de Enfermagem à gestante, parturiente e puérpera;

h) acompanhamento da evolução e do trabalho de parto;

i) execução do parto sem distocia;

j) educação visando à melhoria de saúde da população;

Parágrafo único - às profissionais referidas no inciso II do Art. 6º desta Lei incumbe, ainda:

a) assistência à parturiente e ao parto normal;

b) identificação das distocias obstétricas e tomada de providências até a chegada do médico;

c) realização de episiotomia e episiorrafia e aplicação de anestesia local, quando necessária.

Art. 12 - O Técnico de Enfermagem exerce atividade de nível médio, envolvendo orientação e acompanhamento do trabalho de Enfermagem em grau auxiliar, e partipação no planejamento da assistência de Enfermagem, cabendo-lhe especialmente:

a) participar da programação da assistência de Enfermagem;

b) executar ações assistenciais de Enfermagem, exceto as privativas do Enfermeiro, observado o disposto no Parágrafo único do Art. 11 desta Lei;

c) participar da orientação e supervisão do trabalho de Enfermagem em grau auxiliar;

d) participar da equipe de saúde.

Art. 13 - O Auxiliar de Enfermagem exerce atividades de nível médio, de natureza repetitiva, envolvendo serviços auxiliares de Enfermagem sob supervisão, bem como a participação em nível de execução simples, em processos de tratamento, cabendo-lhe especialmente:

a) observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas;

b) executar ações de tratamento simples;

c) prestar cuidados de higiene e conforto ao paciente;

d) participar da equipe de saúde.

Art. 14 - (vetado)

Art. 15 - As atividades referidas nos arts. 12 e 13 desta Lei, quando exercidas em instituições de saúde, públicas e privadas, e em programas de saúde, somente podem ser desempenhadas sob orientação e supervisão de Enfermeiro.

Art. 16 - (vetado)

Art. 17 - (vetado)

Art. 18 - (vetado)

Parágrafo único - (vetado)

Art. 19 - (vetado)

Art. 20 - Os órgãos de pessoal da administração pública direta e indireta, federal, estadual, municipal, do Distrito Federal e dos Territórios observarão, no provimento de cargos e funções e na contratação de pessoal de Enfermagem, de todos os graus, os preceitos desta Lei.

Parágrafo único - Os órgãos a que se refere este artigo promoverão as medidas necessárias à harmonização das situações já existentes com as diposições desta Lei, respeitados os direitos adquiridos quanto a vencimentos e salários.

Art. 21 - (vetado)

Art. 22 - (vetado)

Art. 23 - O pessoal que se encontra executando tarefas de Enfermagem, em virtude de carência de recursos humanos de nível médio nesta área, sem possuir formação específica regulada em lei, será autorizado, pelo Conselho Federal de Enfermagem, a exercer atividades elementares de Enfermagem, observado o disposto no Art. 15 desta Lei.

Parágrafo único - A autorização referida neste artigo, que obedecerá aos critérios baixados pelo Conselho Federal de Enfermagem, somente poderá ser concedida durante o prazo de 10 (dez) anos, a contar da promulgação desta Lei.

Art. 24 - (vetado)

Parágrafo único - (vetado)

Art. 25 - O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 120 (cento e vinte) dias a contar da data de sua publicação.

Art. 26 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 27 - Revogam-se (vetado) as demais disposições em contrário.

Brasília, em 25 de junho de 1986, 165º da Independência e 98º da República

José Sarney

Almir Pazzianotto Pinto

Lei nº 7.498, de 25.06.86

quarta-feira, agosto 02, 2006

ENFERMAGEM HOJE

A Enfermagem é uma Ciência e uma Arte. Como ciência adquiriu um corpo de disciplinas que através dos tempos, lutas e da dedicação daqueles que dela fizeram opção, por ser Enfermeiro, cresce à cada dia, e seus conhecimentos são à base do Cuidado ao Ser humano. O Enfermeiro está presente no cuidado à pessoa humana desde a concepção, parto, puericulturas, programas de humanizações, etc; e na assistência a pessoa idosa, ao paciente terminal, no momento derradeiro da existência do indivíduo. O Enfermeiro é quem acolhe, quem examina, quem conforta, é um profissional que Cura. Ser Enfermeiro é um Dom de Deus. A arte está na forma como exercemos este Dom, através do diálogo, do carinho e no jeito com criatividade que são contornados a falta de condições de trabalho, de recursos humanos e da falta de jeito de "Outros Profissionais".
Ser Enfermeiro é saber a Anatomia, Fisiologia, Epidemiologia, todas as "LOGIAS", mas acima de tudo é saber CUIDAR DE GENTE", isto o Enfermeiro sabe como ninguém.
PARABÉNS A VOCÊ ENFERMEIRO